Informação sobre osteoporose, causas, sintomas e tratamento da osteoporose, identificando o diagnóstico associado à osteoporose e contribuindo com dicas de alimentação e atividade física que permitam a sua prevenção ou promovam o seu tratamento.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Alimentos prejudiciais à Osteoporose

Evite alimentos como café, chás escuros, bebidas alcoólicas e dietas com quantidade excessiva de fibras, pois estas diminuem o aproveitamento do cálcio, quando consumidas de forma exagerada.
Existem também alguns alimentos que são inibidores do cálcio, como:
  • Gorduras da dieta: formam sabões insolúveis com o cálcio da dieta, aumentando sua eliminação pelas fezes e diminuindo o seu aproveitamento;
  • Ácido oxálico: presente em vegetais (beterraba, semente de tomate, aspargo) e no cacau, chocolate, gérmen de trigo, nas nozes e no feijão, forma complexos com cálcio, sendo eliminados pelas fezes;
  • Refrigerantes do tipo cola possuem o ácido fosfórico que prejudica a formação óssea;
  • Dieta rica em sal – aumenta a excreção de cálcio pela urina.

Dieta e osteoporose

Existe um nutriente imprescindível na prevenção da Osteoporose, que é o cálcio. Com o passar da idade, ocorre diminuição na absorção de cálcio e aumento de sua eliminação. A ingestão inadequada pode resultar em redução da massa óssea, principalmente após os 50 anos, em ambos os sexos, progredindo mais rapidamente nas mulheres.
Sendo assim, é importante uma adequada oferta de cálcio proveniente da alimentação desde a infância, quando ocorre a formação dos hábitos alimentares, até a fase adulta.
A recomendação de cálcio é de 1.200 mg/dia para adultos e de 1.500mg/dia para mulheres no período pós-menopausa.
Para atingir a quantidade de cálcio recomendada por dia em adultos, é necessário, por exemplo, a ingestão de 1 copo de leite desnatado com duas fatias de queijo minas pela manhã; 1 iorgute no lanche da tarde com 2 porções de requeijão; e 1 copo de leite à noite ou enriquecido com cálcio, antes de dormir, sendo os demais alimentos consumidos normalmente.
Uma boa tática é acrescentar leite em pó, preferencialmente desnatado no leite, aumentando assim a quantidade total de cálcio ingerido.
Além disso, uma adequada ingestão de vitamina D também auxilia na prevenção e tratamento da Osteoporose, já que melhora o aproveitamento do cálcio ingerido.
Os alimentos ricos em vitamina D são: óleo de fígado de peixe (bacalhau, sardinha, arenque, salmão e atum), ostras, peixes (cavalinha, salmão, atum, sardinha) e ovos.
Entretanto, a principal fonte de vitamina D é obtida através da luz solar, sendo necessário uma exposição de cerca de 15 minutos/dia, preferencialmente nos horários da manhã (até às 10h) e à tarde (após as 15h).

Alendronato, Risedronato, Ibandronato no tratamento da osteoporose

Alendronato e risedronato foram comparados em um ensaio clínico e em estudos observacionais. No ensaio clínico, o uso de alendronato mostrou um maior aumento da densidade mineral óssea em relação ao risedronato em todos os ossos avaliados após 24 meses.
Entretanto, não houve diferença na incidência de fratura, que foi reportada apenas como evento adverso.
Por isso, apesar de alendronato ter maior efeito na densidade mineral óssea quando comparado ao risedronato, a relevância clínica desse achado não é clara.
O estudo PERSIST comparou a aderência ao tratamento e perfil de efeitos adversos entre o alendronato semanal e o ibandronato mensal.
Com relação à segurança, a proporção de pacientes nos dois grupos que tiveram pelo menos 1 evento adverso, foi similar. A maior parte dos efeitos adversos foi de intensidade leve ou moderada. Os ensaios clínicos Balto I e II1 também avaliaram a comodidade e o perfil de efeitos adversos do alendronato em comparação ao ibandronato. Os resultados obtidos foram semelhantes aos do PERSIST. Nenhum estudo fez uma análise de eficácia comparativa entre esses dois medicamentos.
Portanto, de acordo com as evidências científicas disponíveis até o momento, não há diferença de eficácia e segurança entre esses medicamentos.

Ibandronato no tratamento da osteoporose

É comercializado em formulação oral administrada mensalmente e formulação intravenosa, administrada a cada 3 meses. A formulação intravenosa é uma opção alternativa para pacientes que não toleram bifosfonatos orais ou que têm dificuldade em cumprir o regime posológico.
O ibandronato aumenta a densidade mineral óssea e reduz o número de fraturas vertebrais.
Metanálise com ibandronato, na qual dados de fratura foram medidos como eventos adversos, mostra redução em fraturas não-vertebrais com maiores doses de ibandronato (dados globais para 2 ou 3 mg a cada 2 ou 3 meses). Entretanto, não há dados diretos que avaliem fratura não-vertebral como desfecho principal para o ibandronato intravenoso.
Na falta de dados consistentes de ensaios clínicos que demonstrem que o ibandronato reduz fratura de quadril, o risedronato e o alendronato continuam sendo tratamentos de primeira escolha.

Risedronato no tratamento da osteoporose

Aumenta a densidade mineral óssea, reduz o risco de fratura e é bem tolerado em mulheres pós-menopausa com osteoporose.
O estudo VERT6 mostrou que o uso do risedronato levou à diminuição do risco de ocorrência de fraturas vertebrais e não-vertebrais em 41% e 39%, respectivamente. Uma meta-análise confirmou a redução do risco de fratura em mulheres pósmenopausa e em mulheres com osteoporose estabelecida.
Risedronato é efetivo e bem tolerado por mais de 7 anos. Ao descontinuar o seu uso, os efeitos benéficos na densidade mineral óssea e no turnover de marcadores ósseos parecem reverter completamente dentro de 1 ano, como reportado na extensão do ensaio VERT8.

Alendronato no tratamento da osteoporose

É efetivo tanto para o tratamento quanto para a prevenção de osteoporose em mulheres pós-menopausa.
Não há consenso sobre quando começar a tratar a osteoporose de forma preventiva. Entretanto, considera-se adequado iniciar o tratamento preventivo em pessoas com osteopenia e que possuam um ou mais fatores de risco (fratura prévia, idade, tendência à queda).
Ensaios clínicos demonstraram que o alendronato aumenta a DMO e diminui o risco de fraturas osteoporóticas.
A boa supressão do turnover ósseo e o aumento na densidade mineral óssea com efeitos adversos mínimos são alcançados com a dose de 10mg/dia, tratamento bem tolerado e efetivo por pelo menos 10 anos de utilização.
Uma meta-análise mostrou que o uso do alendronato diminuiu em 50% o risco de fraturas vertebrais e não-vertebrais em pacientes com osteoporose estabelecida.
Atualmente não há consenso sobre quanto tempo se deve dar continuidade a essa terapia. Entretanto, para mulheres que não apresentam alto risco de fraturas, a interrupção da terapia após 5 anos pode ser razoável, pois há evidências de benefício contínuo por 5 anos a partir da interrupção.
Quando o é alendronato administrado de forma preventiva, o efeito protetor cessa com a interrupção da terapia.

Tratamento da osteoporose

São considerados os seguintes tratamentos farmacológicos para osteoporose, cálcio, vitamina D, calcitonina,  bifosfonatos, raloxifeno e paratormônio.
Os bifosfonatos constituem o tratamento de escolha devido à eficácia comprovada em redução da incidência de fraturas, aumento da densidade mineral óssea, normalização do turnover ósseo a níveis pré-menopausa e manutenção da microarquitetura óssea. Fazem parte dessa classe de medicamentos, alendronato, risedronato e ibandronato.
Algumas recomendações para maximizar absorção e minimizar o risco de efeitos adversos esofágicos dos bifosfonatos são: não administrar a pacientes com doença ativa no trato gastrointestinal superior; descontinuar naqueles que desenvolverem sintomas de esofagite; ingerir o medicamento ao acordar, antes de qualquer alimento, com ao menos 240mL de água. Após sua administração, o paciente não deve ingerir comida, bebida e medicações por pelo menos 30 minutos.

Exercícios indicados para Osteoporose (Alongamentos)

1. Pescoço:
Incline a cabeça em direção ao ombro para o lado direito e esquerdo, para cima e para baixo.
2.Tríceps:
Coloque a mão atrás da cabeça e com a mão contralateral puxe o cotovelo para baixo.
3. Músculo peitoral:
Cruze as mãos atrás da cabeça e empurre os cotovelos para trás, abrindo o peito (estimule a
respiração profunda).
4. Músculos paravertebrais e glúteos:
Aperte com as mãos os joelhos e, ao mesmo tempo, force as coxas e os joelhos em direção ao tórax. Conte até dez, devagar, e depois solte. Certifique-se de que os ombros e o pescoço estão relaxados.
5. Panturrilha:
Empurre a parede (alterne os pés). Coloque as mãos contra a parede com uma perna atrás da outra. Mantenha a perna que está reta e os dedos olhando na direção da parede. Incline o corpo para frente, devagar, dobrando a perna que está à frente. Você deve sentir alongar a panturrilha, sem tirar o calcanhar do chão. Segure nesta posição contando até dez devagar.
6. Ísquios tibiais (musculatura posterior da coxa):
Com as pernas apoiadas na parede, force os dedos dos pés na direção do seu corpo. Conte até dez, devagar, e descanse.
7. Músculo quadríceps:
Apóie uma mão na parede, dobre o joelho para trás elevando o pé e puxe-o com a mão em direção ao glúteo.

Osteomalácia

Algumas doenças como a osteomalácia, devem sempre ser lembradas no diagnóstico diferencial da osteoporose.
A mineralização óssea inadequada nas crianças pode causar deformidades ósseas características, que compõem a síndrome do raquitismo. Porém, nos idosos, o diagnóstico diferencial entre a osteomalácia e a osteoporose torna-se mais sutil e mais difícil, já que o paciente pode ser assintomático e os sinais físicos, não significativos.
A sintomatologia da osteomalácia inclui dor óssea, fadiga e dificuldade para andar. Em adultos, a mineralização inadequada pode levar à cifose dorsal, à coxa vara e ao característico “peito de pomba”, mas, em muitos pacientes, tais deformidades podem não ocorrer.
O diagnóstico deve ser pensado, principalmente, naqueles indivíduos com baixos níveis séricos de cálcio e de fósforo, além de fosfatase alcalina elevada.

Atividades físicas que ajudam a prevenir a osteoporose

A atividade física, em especial os exercícios contra a gravidade, deve ser estimulada. Atividades como andar, correr e fisioterapia com pesos têm mais efeito sobre os ossos do que as atividades que não recebem carga, como bicicleta e natação. A atividade física deve ser exercida de modo regular (três a quatro vezes por semana, por no mínimo 30 minutos). No entanto, adolescentes do sexo feminino que praticam exercícios com grande intensidade podem desenvolver amenorréia, prejudicando o ganho de massa óssea. O osso apresenta maior suscetibilidade à perda de massa óssea pela inatividade do que capacidade de ganhá-la com o aumento da atividade física. A perda de 1% de massa óssea que ocorre após uma semana de restrição demora cerca de um ano para ser recuperada com o aumento da atividade física.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Prevenção da osteoporose secundária

Um grande número de fármacos e patologias estão associados com a osteoporose e o desenvolvimento de fraturas ósseas. As causas mais freqüentes podem variar conforme a faixa etária e o sexo: entre homens, 30% a 60% dos casos de osteoporose estão associados com uma causa secundária, sendo hipogonadismo, uso de glicocorticóide e alcoolismo as mais frequentes.
Em mulheres na perimenopausa, 50% dos casos estão associados com causas secundárias, sendo as mais comuns hipoestrogenemia, uso de glicocorticóide, excesso de hormônio tiroideano e anticonvulsivantes. Medidas profiláticas devem ser consideradas em todos os pacientes, com indicação de uso ou que já estejam usando estes fármacos, ou que apresentem as doenças potencialmente indutoras de osteoporose. Estes medicamentos devem ter indicação precisa e ser utilizados na menor dose efetiva e durante o menor tempo necessário. As recomendações gerais relacionadas ao estilo de vida (nutrição adequada, atividade física, exposição solar, consumo de álcool, tabagismo) são as mesmas mencionadas para a prevenção da osteoporose primária.

Prevenção de osteoporose

A prevenção de osteoporose é feita por medidas não-medicamentosas. Atividade física iniciada precocemente na vida contribui para maior pico de massa óssea.
Caminhadas e outros exercícios regulares, aeróbicos e com sobrecarga, induzem pequeno aumento na densidade mineral óssea (1-2%), o qual se mantém com a continuidade da atividade. Ingestão diária de alimentos ricos em cálcio (provendo 1200 mg de cálcio) e exposição solar também são preconizadas. Recomenda-se suplementação de cálcio e vitamina D para pessoas que por algum motivo não os recebem adequadamente. Cuidados com pisos deslizantes, iluminação no interior da casa, posição dos móveis, corrimão nas escadas e proteção em banheiros são medidas contemporizadoras que evitam quedas principalmente de idosos. Fisioterapia para a melhora do equilíbrio e da marcha e terapia ocupacional para a promoção de condições seguras no domicílio previnem as quedas.

Fatores de risco para osteoporose

Muitos fatores contribuem para o desenvolvimento da osteoporose. A idade, o sexo e a raça estão entre os principais determinantes da massa óssea e do risco de fraturas.
Quanto maior a sobrevida do indivíduo, maior é o risco de desenvolver osteoporose. A osteoporose acomete preferencialmente indivíduos idosos, mais freqüentemente mulheres acima de 45 anos de idade, embora o sexo masculino também possa ser acometido.
Mulheres são mais suscetíveis à osteoporose do que homens, pois além de apresentarem perda óssea importante durante a menopausa, possuírem menor densidade mineral óssea e terem ossos mais finos e mais leves, têm maior expectativa de vida, portanto estão mais tempo sob risco. Vale ressaltar que as fraturas vertebrais são sete vezes mais comuns em mulheres que em homens, tendendo a ocorrer duas décadas após a menopausa.
Fatores genéticos também são responsáveis pelas variações na massa óssea em diferentes grupos éticos e raciais. Indivíduos da raça negra possuem maior pico de massa óssea e, portanto, são menos predispostos a sofrerem de osteoporose que brancos e asiáticos.
As mulheres brancas possuem baixos índices de pico de massa óssea na idade adulta e apresenta maior prevalência de osteoporose. Estima-se que 30% de todas as mulheres brancas pós-menopausadas terão pelo menos uma fratura osteoporótica durante a vida, incidência que aumenta com a idade avançada. A incidência de fraturas de fêmur em mulheres brancas é duas vezes maior do que em mulheres negras.
Suscetibilidade à osteoporose é, em parte, devida à hereditariedade. Mulheres jovens, filhas de pais ou mães com fratura vertebral associada à osteoporose possuem menor massa óssea. Também se relata que homens e mulheres de pequena estatura apresentam maior risco ao desenvolvimento de osteoporose por possuírem ossos mais finos.

Exames radiológicos para osteoporose

Exames radiológicos para osteoporose são indicados para o diagnóstico das fraturas. Esta técnica não pode ser utilizada para diagnosticar osteoporose. Em pacientes que apresentem fraturas, especialmente na coluna vertebral (freqüentemente assintomáticas), ou redução inesperada da estatura, radiografias das colunas dorsal e lombar são indicadas para avaliar a presença destas. Os exames radiológicos são úteis para o diagnóstico diferencial de outras doenças que possam acometer o osso.

Diagnóstico da osteoporose

O exame mais adequado para o diagnóstico da Osteoporose é a densitometria óssea, que permite avaliar o estágio da doença e serve como método de acompanhamento do tratamento. É um exame indolor que mede a massa óssea na coluna e no fêmur.
O valor < -2,5 DP no seu exame de densitometria faz o diagnóstico de Osteoporose.
Se você tiver tido uma fratura por qualquer queda, também tem o diagnóstico de Osteoporose.

Vitamina D e osteoporose

A vitamina D é sintetizada na pele pela ação dos raios solares ultravioleta e sofre transformações no fígado e rins para tornar-se ativa; favorece a formação óssea e facilita a absorção intestinal do cálcio.
Nos indivíduos deficientes dessa vitamina, a suplementação aumenta a massa óssea e diminui o risco de fraturas; nesses casos é recomendada suplementação de 400 a 800 UI/dia.
Os efeitos colaterais que podem ocorrer da suplementação com vitamina D são hipercalcemia e hipercalciúria.

Cálcio e osteoporose

O consumo de cálcio aumenta com a atividade física e também é maior na gravidez e lactação. As necessidades diárias variam de acordo com a faixa etária : no adolescente é cerca de 1200 mg/dia; no adulto, 800 mg/dia; na perimenopausa, 1000 mg/dia; na pósmenopausa, 1500 mg/dia; na gravidez aumenta para cerca de 1500 mg/dia e, na lactação, aumenta para 1500 a 2000 mg/dia.
A principal fonte de cálcio na dieta é o leite e seus derivados, mas existe também em vegetais como espinafre, agrião, brócolis e couve-manteiga. Muitas vezes é difícil obter a quantia necessária apenas da dieta alimentar, nesses casos pode estar indicada a suplementação.
Os suplementos mais comumente utilizados são de carbonato de cálcio. Estes contém 40% de cálcio elementar e precisam de meio ácido para ser solubilizado, portanto, devem ser ingerido às refeições. A presença do magnésio associado não influencia a absorção, mas melhora a tendência a obstipação.
Suplementos com citrato de cálcio são indicados para indivíduos com acloridria e reduzem os riscos de cálculos renais.
Teoricamente a suplementação isolada do cálcio pode reduzir os riscos de fratura em 10%; a suplementação de cálcio em mulheres entre 35 e 43 anos previne a perda óssea e permite a entrada na menopausa com massa óssea maior.

Sintomas da osteoporose

A Osteoporose, em muitos casos, é assintomática, o primeiro sinal poderá então ser uma fractura em consequência de uma pequena queda que não produziria qualquer fractura num jovem adulto.
Esta doença é considerada silenciosa, pois durante a sua progressão pode ser assintomática, pode não revelar sintomas evidentes, mas existem certos indícios observáveis que indiquem a presença da doença:
  • Dores ósseas: habitualmente presentes na coluna vertebral, sobretudo, nos segmentos dorsal e lombar do ráquis. Estas dores agravam-se comos movimentos mais bruscos, e só acalmam em repouso;
  • Deformações: o dorso curvo (cifose dorsal) e a escoliose (curvatura lateral) lombar e dorsal aparecem com grande frequência. Com a progressão da cifose dorsal há projecção para baixo das costelas e consequente aproximação à bacia, provocando dor local. Nos casos mais avançados, a inclinação anterior da bacia leva ao alongamento exagerado da musculatura posterior de membros inferiores e contractura em flexão dos quadris e consequentes distúrbios para caminhar, dor articular e empartes moles.
  • Fracturas ósseas: principal consequência e manifestação clínica da Osteoporose. Apresentam uma maior frequência na extremidade distal do rádio (fractura de Colles), nas vértebras (dorsais e lombares), no colo do fémur, e na extremidade proximal do úmero.

Causas da osteoporose

As mulheres (principalmente no período da menopausa) são mais propensas a sofrerem de Osteoporose, dado o decréscimo dos níveis de estrogénio (hormona chave na manutenção dos ossos).
Factores de Risco e Causas de Osteoporose:
  • Predisposição genética
  • Etnias caucasiana e asiática
  • Baixo índice de massa corporal
  • Escoliose na adolescência
  • Anorexia
  • Disfunções hormonais
  • Menopausa precoce (inferior a 45 anos)
  • Hipertiroidismo
  • Transplantes
  • Uso prolongado de corticóides
  • Terapêutica com anticoagulantes e anticonvulsivantes
  • Quimioterapia
  • Alimentação rica em fosfatos
  • Doenças de mal-absorção e outras disfunções do aparelho digestivo associadas a diarreia crónica
  • Doenças do fígado e rins
  • Deficiência de vitamina D (tanto na dieta como na exposição solar)
  • Deficiência de cálcio na dieta
  • Falta de exercício físico
  • Tabaco e alcoolismo
  • Fases longas de acamamento e/ou imobilização
  • (parésias e plegias).
Na grande maioria dos casos a perda de densidade óssea é gradual e os sinais da doença só são visíveis numa fase muito avançada - muitas vezes a primeira manifestação da doença é uma fractura. Por isso, frequentemente esta doença é conhecida por "doença silenciosa". De facto, muitas vezes o paciente não se apercebe da doença até ser demasiado tarde. A perda de peso associada a uma curvatura gradual das costas (causada pela compressão vertebral das fracturas) pode ser o único sinal físico de Osteoporose. As fracturas mais frequentes dão-se na coluna, costelas, pulso, anca, bacia e braço.

Classificação da osteoporose

A osteoporose pode ser primária (idiopática) ou secundária. A forma primária é classificada em tipo I e tipo II.
No tipo I, também conhecida por tipo pós-menopausa, existe rápida perda óssea e ocorre na mulher recentemente menopausada.
Predominantemente atinge o osso trabecular e é associada a fraturas das vértebras e do rádio distal.
A tipo II, ou senil, é relacionada ao envelhecimento e aparece por deficiência crônica de cálcio, aumento da atividade do paratormônio e diminuição da formação óssea.
A osteoporose secundária é decorrente de processos inflamatórios, como a artrite reumatóide; alterações endócrinas, como hipertireoidismo e desordens adrenais; mieloma múltiplo; por desuso; por uso de drogas como heparina, álcool, vitamina A e corticóides.
Os corticóides inibem a absorção intestinal do cálcio e aumentam sua eliminação urinária, diminuem a formação osteoblástica e aumentam a reabsorção osteoclástica.

Fisiopatologia da osteoporose

A fisiopatologia da osteoporose é um desequilíbrio entre a reabsorção e formação óssea.
A reabsorção óssea ocorre em maior medida do que a formação, portanto, um saldo negativo ocorre com uma perda líquida de osso e um risco que acompanha o aumento de fraturas, resultando em deformidade e dor crônica.
A dor nociceptiva é considerada crônica quando ele está presente há pelo menos 3 meses.
O desequilíbrio entre a formação óssea e reabsorção óssea pode ocorrer como resultado de um ou da combinação de um dos seguintes fatores:
  • aumento da reabsorção óssea dentro de uma unidade de remodelação;
  • diminuição da formação óssea dentro de uma unidade de remodelação (acoplamento incompleto).

Epidemiologia e aspectos económicos da osteoporose

Osteoporose afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo inteiro.
  • Uma em cada três mulheres e um em cada oito homens irá desenvolver a osteoporose.
  • O risco combinado de fraturas de quadril, antebraço e vértebras causando repercussão clínica é de cerca de 40%, o que é equivalente ao risco de doenças cardiovasculares.
  • Em mulheres acima de 45 anos de idade, a osteoporose é responsável por mais dias de permanência em hospital do que doenças como o infarto, diabetes, e câncer de mama.
  • Nos Estados Unidos, a osteoporose gera mais de 44 milhões de pacientes-dia em casas de repouso e gastos anuais de cuidados de saúde em torno de 13,8 bilhões de dólares.
  • Fraturas vertebrais são um componente significativo de osteoporose. As fraturas osteoporóticas normalmente ocorrem na região central da coluna vertebral (vértebras torácicas e lombares) durante as fases iniciais da doença. Novas fraturas são mais prováveis de ocorrer em vértebras adjacentes àqueles com fraturas.
  • As fraturas vertebrais podem ser acompanhadas por início agudo de dor, que pode desaparecer ou tornar-se crônica.

Osteoporose

Osteoporose é uma doença que afeta ossos, fazendo com que estes fiquem frágeis, e conseqüentemente com maior possibilidade de sofrerem fraturas. Se não tratada, a osteoporose pode progredir como uma doença silenciosa até a fratura de um ou mais ossos.
Muitas pessoas pensam que o osso é sólido como uma rocha. Porém, o osso é um tecido vivo como outras partes do organismo, como o coração e a pele, por exemplo. O osso é apenas um tipo mais duro de tecido, que está em constante mudança, e nosso organismo mantém os nossos ossos fortes e saudáveis através da remodelação de osso velho pelo osso novo.
Nos estágios iniciais da osteoporose, as pessoas freqüentemente não sentem dor e não apresentam nenhum outro sintoma característico.
Conforme os ossos vão se tornando frágeis, aumenta a chance destas serem fraturados quando a pessoa sofre uma queda - ou até mesmo sem queda.
A osteoporose pode afetar qualquer osso do corpo humano, porém a coluna vertebral, o punho e o quadril são os locais com maiores chances de fraturas. Pessoas com osteoporose podem ter perda de estatura, desenvolver desvio de coluna e até mesmo sofrer dores lombares fortes quando exercer alguma atividade que exija um maior esforço.
Em geral as mulheres apresentam maior risco de ter osteoporose do que os homens. Após a menopausa a mulher apresenta perda acentuada de estrogênio, um hormônimo que tem papel muito importante na manutenção da normalidade dos ossos. Isto causa rápida perda de massa óssea na maioria das mulheres por vários anos, até o final da menopausa.
Outros fatores de risco, como baixa densidade mineral óssea, ocorrência de fratura antes dos 45 anos após pequena queda ou ferimento, história familiar de fraturas (especialmente histórico materno de fraturas de quadril), fumante, vida sedentária (com pouco ou nenhum exercício), uso abusivo de álcool, e/ou uso de algumas medicações como corticóides podem levar à osteoporose.
Uma prevenção ao longo de toda vida é o melhor meio de evitar a osteoporose, através de uma dieta rica em cálcio e vitamina D, exercer atividades físicas com freqüência, um estilo de vida saudável evitando o fumo e o álcool, e avaliações preventivas com seu médico incluindo a densitometria óssea quando necessário.
No caso de desenvolvimento da osteoporose, e se existir o risco da ocorrência de fraturas, existem medicações que tratam a osteoporose, aumentando a massa óssea e prevenindo e diminuindo o risco da ocorrência de fraturas.

A osteoporose é um transtorno diretamente ligado à perda de cálcio, redução na massa óssea e por uma condição que leva ao enfraquecimento do osso, podendo ocorrer fraturas.
A ingestão de cálcio e vitamina D é importante em todas as fases da vida, pois influencia na saúde óssea de pessoas de todas as idades e previne a osteoporose e suas conseqüências.

Índice de todos os artigos do blog relativos a Osteoporose

Para se tornar mais fácil localizar os artigos deste blog relativos a tudo o que diz respeito a OSTEOPOROSE, aqui fica um índice com todos os artigos:
  1. Osteoporose
  2. Epidemiologia e aspectos econômicos da osteoporose
  3. Fisiopatologia da osteoporose
  4. Classificação da osteoporose
  5. Causas da osteoporose
  6. Sintomas da osteoporose
  7. Cálcio e osteoporose
  8. Vitamina D e osteoporose
  9. Diagnóstico da osteoporose
  10. Exames radiológicos para osteoporose
  11. Fatores de risco para osteoporose
  12. Prevenção de osteoporose
  13. Prevenção da osteoporose secundária
  14. Atividades físicas que ajudam a prevenir a osteoporose
  15. Osteomalácia
  16. Exercícios indicados para Osteoporose (Alongamentos)
  17. Tratamento da osteoporose
  18. Alendronato no tratamento da osteoporose
  19. Risedronato no tratamento da osteoporose
  20. Ibandronato no tratamento da osteoporose
  21. Alendronato, Risedronato, Ibandronato no tratamento da osteoporose
  22. Dieta e osteoporose
  23. Alimentos prejudiciais à Osteoporose

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